Linda S. Costanzo, Fisiologia 3a. ed., Cap. IV. Fisiologia Cardiovascular, págs. 146-147, Rio de Janeiro, Elsevier Editora, 2007.
Trabalho cardíaco
- Trabalho é definido como força multiplicado pela distância. Em termos de função miocárdica, “trabalho” é o trabalho sistólico, ou o trabalho que o coração executa em cada batimento. Para o ventrículo esquerdo, o trabalho é o débito sistólico multiplicado pela pressão aórtica, onde esta corresponde à força, e o débito sistólico, à distância.
- Trabalho-minuto é definido como trabalho por unidade de tempo. Em termos da função miocárdica, o trabalho-minuto cardíaco é o débito cardíaco multiplicado pela pressão aórtica. Assim, aumentos do débito cardíaco (devido a aumento no débito sistólico e/ou aumento da frequência cardíaca) ou aumentos da pressão aórtica aumentarão o trabalho cardíaco.
Consumo de oxigênio pelo miocárdio
- O consumo de oxigênio pelo miocárdio se correlaciona diretamente, com o trabalho-minuto cardíaco. Dos dois componentes do trabalho-minuto cardíaco, em termos de consumo de oxigênio, o trabalho de pressão é bem mais dispendioso do que o trabalho de volume. Em outras palavras, o trabalho de pressão constitui grande percentagem do trabalho cardíaco total, e o trabalho de volume contribui com pequena percentagem. Essas observações explicam por que o consumo global de oxigênio pelo miocárdio se correlaciona muito pouco com o débito cardíaco.
- Por outro lado, durante o exercício extenuante, quando o débito cardíaco se torna muito alto, o trabalho de volume contribui com percentagem maior que o normal do trabalho cardíaco total, mais de 50%.
- Em condições patológicas, como a hipertensão arterial sistêmica, o ventrículo esquerdo deve executar ainda mais trabalho de pressão do que o faz normalmente. Como a pressão aórtica está elevada, a parede ventricular esquerda se hipertrofia (se espessa), como compensação pela carga aumentada de trabalho.
Tags: