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Perguntas de Cardiologia Nuclear

ago 31st, 2009
  1. Cite duas características físicas do tálio-201? Qual delas está relacionada com a dose a ser injetada no paciente?
  2. Cite o método de produção do tálio-201 e do MIBI-99mTc e seus respectivos métodos de decaimento?
  3. Quais são as vantagens do tálio-201 em relação ao sestamibi-99mTc para a realização das imagens de Medicina Nuclear?
  4. Quais são as desvantagens do tálio-201 em relação ao sestamibi-99mTc para a realização das imagens de Medicina Nuclear?
  5. Quais são as vantagens do MIBI-99mTc em relação ao tálio-201 para a realização das imagens de Medicina Nuclear?
  6. Quais são as desvantagens do MIBI-99mTc em relação ao tálio-201 para a realização das imagens de Medicina Nuclear?
  7. Por que as imagens após estresse com tálio-201 devem ser feitas rapidamente após a injeção do radiofármaco?
  8. Cite 3 (três) indicações do exame de cintilografia de perfusão miocárdica com tálio-201?
  9. Cite 3 (três) indicações do exame de cintilografia de perfusão miocárdica com MIBI-99mTc?
  10. Qual o mecanismo que o MIBI-99mTc utiliza para entrar e permanecer na célula?
  11. Qual o mecanismo que o tálio-201 utiliza para entrar na célula?
  12. Cite as alterações nas imagens de estresse e repouso no exame de cintilografia de perfusão miocárdica quando o diagnóstico é de isquemia transitória.
  13. Cite as alterações nas imagens de estresse e repouso no exame de cintilografia de perfusão miocárdica quando o diagnóstico é de infarto prévio com fibrose.
  14. Qual a base fisiopatológica para se fazer o exame de cintilografia de perfusão miocárdica em duas situações?
  15. Cite a sequência de etapas que devem ser realizadas para se fazer o exame de cintilografia de perfusão miocárdica.
  16. Qual o significado do termo SPECT. Quais são os parâmetros que deveriam ser ajustados para se fazer tal aquisição?
  17. Quais são os órgãos que recebem a maior dosimetria nos exames de cintilografia de perfusão miocárdica com tálio-201 e MIBI-99mTc?
  18. Cite 2 (duas) contra-indicações do exame de esforço na cintilografia de perfusão miocárdica.
  19. Quais são as drogas utilizadas no estresse farmacológico na cintilografia de perfusão miocárdica? Como agem?
  20. Quais são as substâncias que devem ser evitadas pelo paciente antes de se submeter ao estresse farmacológico?
  21. Qual a diferença entre isquemia, infarto e fibrose miocárdicas?
  22. O que é um miocárdio hibernante. Quais exames estão indicados para diagnosticá-lo?
  23. Quais são as principais artérias que irrigam o miocárdio?
  24. Qual o vaso que está acometido quando houver defeito de captação do radiofármaco nas paredes septal, anterior e apical do ventrículo esquerdo (VE)?
  25. Qual o vaso que está acometido quando houver defeito de captação nas paredes lateral e posterior do VE?
  26. Qual o vaso que está acometido quando houver defeito de captação na parede inferior do VE?
  27. Cite os protocolos utilizados na cintilografia de perfusão miocárdica com MIBI-99mTc.
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Trabalho cardíaco e consumo de oxigênio pelo miocárdio

ago 27th, 2009

Linda S. Costanzo, Fisiologia 3a. ed., Cap. IV. Fisiologia Cardiovascular, págs. 146-147, Rio de Janeiro, Elsevier Editora, 2007.

Trabalho cardíaco

  • Trabalho é definido como força multiplicado pela distância. Em termos de função miocárdica, “trabalho” é o trabalho sistólico, ou o trabalho que o coração executa em cada batimento. Para o ventrículo esquerdo, o trabalho é o débito sistólico multiplicado pela pressão aórtica, onde esta corresponde à força, e o débito sistólico, à distância.
  • Trabalho-minuto é definido como trabalho por unidade de tempo. Em termos da função miocárdica, o trabalho-minuto cardíaco é o débito cardíaco multiplicado pela pressão aórtica. Assim, aumentos do débito cardíaco (devido a aumento no débito sistólico e/ou aumento da frequência cardíaca) ou aumentos da pressão aórtica aumentarão o trabalho cardíaco.

Consumo de oxigênio pelo miocárdio

  • O consumo de oxigênio pelo miocárdio se correlaciona diretamente, com o trabalho-minuto cardíaco. Dos dois componentes do trabalho-minuto cardíaco, em termos de consumo de oxigênio, o trabalho de pressão é bem mais dispendioso do que o trabalho de volume. Em outras palavras, o trabalho de pressão constitui grande percentagem do trabalho cardíaco total, e o trabalho de volume contribui com pequena percentagem. Essas observações explicam por que o consumo global de oxigênio pelo miocárdio se correlaciona muito pouco com o débito cardíaco.
  • Por outro lado, durante o exercício extenuante, quando o débito cardíaco se torna muito alto, o trabalho de volume contribui com percentagem maior que o normal do trabalho cardíaco total, mais de 50%.
  • Em condições patológicas, como a hipertensão arterial sistêmica, o ventrículo esquerdo deve executar ainda mais trabalho de pressão do que o faz normalmente. Como a pressão aórtica está elevada, a parede ventricular esquerda se hipertrofia (se espessa), como compensação pela carga aumentada de trabalho.
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Programa da Disciplina de Protocolos de Medicina Nuclear – 2S – 2009

ago 21st, 2009
  • Cardiologia – 4 aulas – agosto/setembro/09
    • Prova A1 – semana 14 a 18 de setembro/09
  • Linfonodo Sentinela – 1 aula – setembro/09
  • Sistema Esquelético – 2 aulas – setembro/outubro/09
  • Infecção e Inflamação com Gálio-67 – 1 aula – outubro/09
  • Oncologia – PET – Aplicações e Instrumentação – 2 aulas – outubro/09
  • Sistema Nervoso Central – 1 aula – outubro/09

    • Prova A2 – semana 19 a 23 de outubro/09
    • Protocolos em Tireóide – 2 aulas – outubro/novembro/09
    • Protocolos em Pulmonar – 1 aula – novembro/09
      • Integrada/Prova A3
    • Protocolos em Renal – 2 aulas – dezembro/novembro/09

      • Prova A4 – semana  7 a 11 de dezembro/09
      • Projetos – 14 a 18 de dezembro/09
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    Achados na imagem de perfusão miocárdica

    ago 20th, 2009

    imagem pós-esforço

    imagem de repouso

    diagnóstico

    normal normal normal
    defeito normal isquemia transitória
    defeito defeito (fixo) infarto prévio com fibrose
    defeito alguma normalização com áreas de defeito persistente isquemia transitória e fibrose
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    Termos usados na descriçào da imagem de cintilografia de perfusão miocárdica

    ago 20th, 2009
    • Isquemia miocárdica – suprimento de oxigênio abaixo das necessidades metabólicas geralmente devido a circulação de sangue inadequada resultante de doença arterial coronariana; miocárdio isquêmico aparece na cintilografia de pefusão como área deficiente em fótons (hipocaptação).
    • Infarto do miocárdio – necrose do tecido miocárdico, frequentemente como resultado de obstrução coronariana por um trombo; aparece como área deficiente em fótons nas imagens de perfusão e nos estudos de metabolismo da glicose.
    • Fibrose miocárdica – resultado tardio do infarto, área deficiente em fótons na cintilografia de perfusão miocárdica.
    • Miocárdio hibernante – miocárdio viável, mas cronicamente isquêmico, com baixo controle da contratilidade; reversível com restauração do fluxo sanguíneo; área deficiente em fótons na cintilografia de perfusão com captação positiva na imagem metabólica com FDG.
    • Miocárdio atordoado – miocárdio com disfunção contrátil após isquemia, mesmo após restauração da perfusão; geralmente melhora com o tempo; perfusão de aspecto normal ou levemente diminuída e captação positiva de FDG na imagem metabólica.
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    Bases Fisiológicas do Teste Ergométrico

    ago 20th, 2009

    Fisiopatologia

    1. Exercício físico aumenta a carga de trabalho cardíaco que aumenta a demanda de oxigênio pelo miocárdio.
    2. As coronárias normais se dilatam e o fluxo sanguíneo aumenta para atender a demanda aumentada.
    3. Vasos estenosados não se dilatam (já estão no máximo dilatados, na verdade); a reserva de fluxo é limitada e a isquemia é induzida.

    Manifestações da isquemia miocárdica

    1. O fluxo de íons através da membrana plasmática é prejudicado, então a atividade elétrica se altera e se manifesta como alteração no eletrocardiograma.
    2. Na imagem da cintilografia de perfusão miocárdica ocorre a diminuição relativa do fluxo regional e aparece na imagem área hipocaptante.
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    Quais são os objetivos da cintilografia e perfusão miocárdica?

    ago 20th, 2009
    • Diagnóstico da doença arterial coronariana (DAC).
    • Definir a severidade ou o significado fisiológico de uma estenose já identificada pela cineangiografia coronariana.
    • Avaliação do risco de evento cardíaco durante uma cirurgia vascular ou de alto risco.
    • Avaliar e definir o prognóstico após o infarto agudo do miocárdio.
    • Identificar o “tecido vivo”, miocárdio hibernante, que irá recuperar a função após um ressuprimento de fluxo sanguíneo coronário. A revascularização coronária, subsequente, com angioplastia ou cirurgia, obtém a reversão das anormalidades do movimento da parede e recuperação da função cardíaca sistólica.
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    O que é a Cintilografia de Perfusão Miocárdica?

    ago 20th, 2009
    • A imagem de perfusão miocárdica é um método não-invasivo que avalia o fluxo sanguíneo miocárdico regional e a integridade celular dos miócitos. Esta técnica usa radiotraçadores como o tálio-201 e o sestamibi-99mTc como marcadores de fluxo sanguíneo. Como atravessam a membrana celular dos miócitos e são captados pela célula, esses agentes de perfusão são distribuídos no tecido miocárdico viável e bem perfundido. Portanto, o tecido suprido por um fluxo coronário normal irá mostrar uma captação miocárdica regional normal do marcador e as regiões supridas por vasos coronarianos com estenose irão apresentar um menor fluxo sanguíneo e menor captação miocárdica relativa.
    • Quando os tecidos cardíacos sofrem um aumento da demanda metabólica, como no exercício, a diferença relativa no fluxo sanguíneo entre as regiões vasculares normal e “estenóticas” é acentuada. Apesar da vasodilatação coronária máxima, além do ponto de estreitamento arterial coronário, a melhora resultante no fluxo sanguíneo durante o exercício é mínima, produzindo uma diferença entre o miocárdio normal e o isquêmico.
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    Oferta e demanda de oxigênio pelo miocárdio

    ago 20th, 2009
    • As estruturas do sistema cardiovascular (coração, artérias e veias) bombeia e transportam para as células o oxigênio e os nutrientes que apóiam a vida, removem os produtos metabólicos a serem eliminados e transportam hormônios de uma parte do corpo para outra. O coração propulsiona o sangue através do sistema por meio de contrações rítmicas contínuas.
    • Existe um equilíbrio crítico entre o suprimento e a necessidade de oxigênio para o miocárdio. Alguma diminuição do suprimento ou aumento da demanda de oxigênio podem perturbar esse equilíbrio e ameaçar a função miocárdica. Os principais determinantes da demanda de oxigênio pelo coração são:
    • frequência cardíaca (exercício físico)
    • força de contração (exercício físico)
    • massa muscular (hipertrofia por hipertensão arterial sistêmica)
    • tensão na parede ventricular (dilatação ventricular)

    Lei da oferta e demanda

    • Se a necessidade de oxigênio pelo miocárdio aumentar, da mesma forma deverá aumentar o suprimento de oxigênio. Para aumentar de modo eficaz o suprimento de oxigênio, a perfusão coronária também precisa aumentar. A hipoxia tissular, o estímulo mais potente, leva as artérias coronárias a se dilaterem e aumenta o fluxo coronariano. Os vasos coronarianos normais podem se dilatar e aumentar o fluxo até 5 a 6 vezes os níveis de repouso. No entanto, vasos estenosados não conseguem se dilatar, de forma que pode haver, como consequência, o déficit de oxigênio.
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    Fatores de risco para doença cardiovascular

    ago 20th, 2009

    Fatores de risco controláveis

    • níveis elevados de LDL colesterol (lipoproteína de baixa densidade) e diminuídos de HDL colesterol (lipoproteína de alta densidade)
    • hipertensão arterial sistêmica
    • tabagismo
    • diabetes melito
    • vida sedentária
    • estresse emocional
    • obesidade

    Fatores de risco não controláveis

    • idade – a doença antes dos 40 anos é incomum
    • sexo masculino – as mulheres são menos suscetíveis do que os homens para doença cardíaca até depois da menopausa; então, tornam-se tão suscetíveis quanto os homens.
    • história familiar positiva aumenta a possibilidade de uma pessoa desenvolver doença cardiovascular prematura. Por exemplo, fatores genéticos podem provocar algumas formas aceleradas e pronunciadas de aterosclerose, como algumas dislipidemias.
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