Nos animais e na maioria dos microorganismos, a produção de ATP se deve, principalmente à respiração. Esse é um processo metabólico no qual há a liberação de energia e formação de ATP, a partir de uma série de reações entre elementos básicos da alimentação e oxigênio, produzindo dióxido de carbono e água.
Para a glicose, esse processo pode ser representado por:

A maior eficiência desse processo (formação de 38 ATP por molécula de glicose) é devida a uma quebra mais completa da glicose. Das 38 moléculas de ATP (adenosina trifosfato) formadas a partir de uma molécula de glicose, 2 provêm da produção de ácido pirúvico e as 36 restantes da sequência de reações denominada fosforilação oxidativa.
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Manual de Fisiopatologia – 2a edição – editora ROCA, 2007 – Capítulo 1
Como as doenças, a morte celular pode ser provocada por fatores internos (intrínsecos), que limitam a duração da vida da célula, ou fatores externos (extrínsecos), que contribuem para a lesão celular e o envelhecimento. Quando o agente estressante é intenso ou prolongado, a célula perde a capacidade de se adaptar e morre.
A morte celular, ou necrose, pode ocorrer de formas diferentes, dependendo dos tecidos e órgãos envolvidos.
- Apoptose é a morte celular geneticamente determinada. É responsável pela renovação celular constante na camada externa de queratina na pele e nas lentes oculares.
- Necrose por liquefação ocorre quando uma enzima lítica (lisossomal), ou dissolvente, liquefaz as células necróticas. Esse tipo de necrose é comum no cérebro, o qual possui amplo suprimento de enzimas líticas.
- Na necrose caseosa, as células necróticas se desintegram, porém pedaços celulares permanecem não digeridos por meses ou anos. Esse tipo de tecido necrótico recebe seu nome em razão de sua aparência mole, semelhante a queijo (caseosa). Ocorre, comumente, na tuberculose pulmonar.
- Na necrose gordurosa, enzimas denominadas lipases quebram os triglicerídeos intracelulares em ácidos graxos livres, os quais se combinam a íons de sódio, magnésio ou cálcio, e formam sabões. O tecido torna-se opaco e branco, como calcário.
- Necrose de coagulação, em geral ocorre quando o suprimento sanguíneo para qualquer órgão (exceto o cérebro) é interrompido. Tipicamente, afeta os rins, coração e glândulas adrenais. Atividade de enzimas líticas (lisossomais) nas células é inibida, de forma que as células necróticas conservam sua forma, pelo menos por um certo tempo.
- Necrose gangrenosa, uma forma de necrose de coagulação, tipicamente resulta da falta de fluxo sanguíneo, e é complicada por crescimento e invasão de bactérias. Em geral, ocorre nos membros inferiores, como resultado de ateriosclerose, ou no trato gastrointestinal. A gangrena ocorre em uma das três formas: seca, úmida ou gasosa. Leia mais…
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Manual de Fisiopatologia – 2a edição – editora ROCA, 2007 – Capítulo 1
Durante o processo normal de envelhecimento as células perdem estrutura e função. Atrofia, uma diminuição de tamanho e desgaste, pode indicar perda de estrutura celular. Hipertrofia ou hiperplasia é característica da perda da função celular.
O envelhecimento celular pode ser afetado por fatores intrínsecos ou extrínsecos. Os fatores intrínsecos podem ser congênitos, degenerativos, imunológicos, hereditários, metabólicos, neoplásicos, nutricionais e psicogênicos. Exemplos incluem:
- degenerativos: perda do líquido de lubrificação, como nas articulações.
- imunológicos: concentrações alteradas de imunoglobulinas.
- metabólico: diminuição da secreção hormonal.
- nutricional: diminuição do oxigênio, aminoácidos inadequados.
Os fatores extrínsecos podem ser físicos ou infecciosos. Os agentes físicos extrínsecos incluem:
- químicos.
- eletricidade.
- força.
- umidade.
- radiação.
- temperatura.
Os agentes extrínsecos infecciosos incluem:
- bactérias.
- fungos.
- insetos
- protozoários.
- vírus.
- vermes.
Todos os sistemas corporais mostram sinais de envelhecimento. Diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos e redução da motilidade intestinal, assim como diminuição da massa muscular e da gordura subcutânea, são exemplos. O envelhecimento celular pode ser retardado ou acelerado, dependendo do número e da extensão das lesões, assim como da quantidade do desgaste natural na célula.
O processo de envelhecimento celular limita a longevidade humana (é óbvio que a maioria das pessoas morre de doenças antes de atingir o limite máximo de duração da vida que é de 110 anos).
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