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Programa da Disciplina de Fisiopatologia

nov 26th, 2009
  • Oncologia – 12 aulas (3 dias) – agosto-setembro/09
  • Prova A1 – 16/09/09

  • Infecção – Sistema Nervoso Central – Meningites – 4 aulas (1 dia) – setembro/09- OK
  • Acidente Vascular Cerebral – Isquêmico e Hemorrágico – 4 aulas (1 dia)- setembro/09- OK
  • Aterosclerose e Infarto do Miocárdio – 4 aulas – (1 dia) – outubro/09- OK
  • Hipertensão Arterial Sistêmica – 4 aulas – (1 dia) – outubro/09- OK
  • Anemias – 4 aulas – (1 dia) – novembro/09- OK
  • Prova A2 – 21/10/09

    • Infecções Pulmonares – Pneumonias e Tuberculose – 2 aulas (1/2 dia) – outubro/09- OK
    • Pneumotórax, Derrame Pleural, Atelectasia – 2 aulas (1/2 dia) OK
    • DPOC e Asma – 4 aulas – (1 dia) – outubro/09
    • Diabetes Mellitus – 4 aulas – (1 dia) – novembro/09 OK
    • Insuficiência renal aguda e crônica – 4 aulas (1 dia) – novembro/09 OK

      Integrada

    • Edema, trombose e choque – 4 aulas – (1 dia) – novembro/09
    • Gastrite/esofagite/úlceras – 4 aulas – (1 dia) – novembro/09 OK
    • Diarréia/constipação – 4 aulas – (1 dia) – dezembro/09 OK

        Prova A4 – 02/12/09

    • Prova escrita – 5 questões: Pulmões, renal, diabetes e digestório.
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    O que é a cintilografia renal com teste do captopril e qual o padrão cintilográfico da hipertensão renovascular neste exame?

    nov 24th, 2009
    • A cintilografia renal dinâmica associada ao teste do captopril pode aumentar a sensibilidade e especificidade no diagnóstico de hipertensão renovacular. Cerca de 60 minutos antes do início da cintilografia é administrado o captopril com monitoração da pressão arterial. Após este período, é feita a aquisição das imagens.
    • O padrão cintilográfico neste exame é a observação da acentuada deterioração da função renal após o uso do captopril, devido à queda da pressão de filtração glomerular.
    • Portanto, o ideal é que sejam realizados um estudo basal e um com captopril para comparação dos padrões de função.
    • Critérios associados: mudança na curva do renograma, redução na captação relativa, prolongamento do tempo de trânsito renal e na curva de atividade máxima.

    Dra. Irene Shimura Endo, médica nuclear
    Hospital Samaritano – São Paulo-SP

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    Qual o padrão cintilográfico da pielonefrite aguda e crônica através da cintilografia renal com DMSA-99mTc?

    nov 24th, 2009
    • A cintilografia renal com DMSA-99mTc é o método de imagem com maior sensibilidade para diagnóstico da pielonefrite aguda, que se apresenta como áreas de hipocaptação do traçador que podem ser focais ou difusas pelo parênquima renal. Já na pielonefrite crônica, podemos observar frequentemente além do déficit de captação e redução volumétrica, alterações da morfologia renal com diferentes graus de irregularidade de contornos como sinais indicativos de retração do parênquima (cicatriciais).

    Dra. Irene Shimura Endo, médica nuclear
    Hospital Samaritano – São Paulo-SP

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    Qual a diferença entre a cintilografia renal dinâmica e estática?

    nov 24th, 2009
    • A cintilografia renal dinâmica é um método que avalia a função glomerular através da observação do acúmulo, passagem e excreção do radiofármaco através das vias urinárias. Estudos funcionais medem o fluxo plasmático renal, taxa de filtração glomerular, tempo de trânsito renal e cinética vesical, podendo auxiliar, por exemplo, no diagnóstico de patologias obstrutivas (através do teste de washout), hipertensão renovascular ou na avaliação de transplante renal.
    • A cintilografia renal estática avalia a função tubular. Devido à permanência prolongada do traçador no córtex renal, fornece dados principalmente relativos à concentração do mesmo no parênquima renal, morfologia e dimensões renais. Auxilia no diagnóstico de pielonefrites, definição de anomalias (ex. rim em ferradura), localização de rim ectópico, avaliação de trauma e lesões ocupando espaço.

    Dra. Irene Shimura Endo, médica nuclear
    Hospital Samaritano – São Paulo-SP

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    O que é e qual a importância do teste de washout com furosemide na cintilografia renal dinâmica?

    nov 24th, 2009
    • O teste do "washout" é realizado com a cintilografia renal dinâmica onde durante a aquisição das imagens, é administrado diurético (furosemide) para observação da resposta da excreção do traçador através das vias urinárias.
    • É um importante teste para diferenciar entre estase fisiológica e processo obstrutivo (no qual a estase é mantida mesmo após a administração do diurético). Útil na avaliação de hidronefrose/ureterohidronefrose, refluxo vesicoureteral, infecções do trato urinário, válvula de uretra posterior, mal-formações congênitas (ex. síndrome de Prune Belly, megaureter, etc), bexiga neurogênica e obstruções do trato urinário (estenose congênita, tumores, litíases, etc.).

    Dra. Irene Shimura Endo, médica nuclear
    Hospital Samaritano – São Paulo-SP

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    Quando usar iodo-131 ou iodo-123 ou tecnécio-99m nas cintilografias da tireóide? O preparo é diferente para estes isótopos?

    nov 24th, 2009
    • Na maioria das vezes, a cintilografia da tireóide é realizada através de tecnécio-99m, pois a qualidade de imagem é superior e apresenta menor dose de radiação para o paciente em comparação à realizada com iodo-131, devido às suas características físicas (energia mais baixa e meia-vida mais curta de 6 horas) e é suficiente para avaliar a funcionalidade dos nódulos palpáveis ou identificados ao ultrassom, podendo ser diferenciados entre nódulos hipocaptantes ou hipercaptantes; para avaliar bócios difusos, multinodulares, tireoidites ou malformações em geral.
    • No entanto, vale lembrar que o tecnécio-99m é captado pela tireóide mas não é organificado e, portanto, alguns nódulos podem captar tecnécio-99m mas não o iodo-131.
    • O iodo-131 foi o primeiro isótopo utilizado para avaliação da tireóide, mas devido à maior dose de radiação para o paciente e pior qualidade de imagem, tem sido pouco utilizado. Eventualmente é empregado para caracterizar melhor casos de bócio mergulhante ou tecido ectópico.
    • O iodo-123 é uma boa alternativa para a cintilografia tireoidiana, devido à sua menor meia-vida física e qualidade de imagem, porém, seu custo é mais elevado.
      O preparo para os exames é semelhante, independente do radiotraçador utilizado para a cintilografia (tecnécio-99m, iodo-123 ou iodo-131), pois todos eles competem com o iodeto circulante que será captado pela célula folicular. Portanto, deve-se fazer o preparo habitual com a suspensão de substâncias iodadas ou alimentação rica em iodo.

    Dra. Tomoco Watanabe, médica nuclear
    Centro de Medicina Nuclear do HCFMUSP – São Paulo-SP

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    Como a cintilografia da tireóide pode ser empregada no diagnóstico diferencial e planejamento terapêutico do hipertireoidismo?

    nov 24th, 2009
    • A cintilografia tireodiana com tecnécio-99m, iodo-131 ou iodo-123 permite identificar a causa da tireotoxicose, geralmente por bócio difuso tóxico (Doença de Graves), bócio nodular tóxico (Doença de Plummer) ou tireoidite subaguda na maioria dos casos. Causas menos freqüentes incluem a tireoidite de Hashimoto ou a tireotoxicose factícia. Uma vez definida a causa, realiza-se o tratamento mais adequado.
    • Na presença de hipoconcentração difusa da glândula e quadro clínico e laboratorial de hipertireoidismo, o diagnóstico mais provável é de tireoidite subaguda (afastada a possibilidade de uso de substâncias iodadas que aumentam o pool de iodeto no corpo), cujo tratamento é apenas através de medicamentos sintomáticos como antiinflamatórios ou beta-bloqueadores.
    • No planejamento terapêutico com iodo-131 da doença de Graves, analisamos as características morfológicas, volumétricas e funcionais e principalmente a homogeneidade ou heterogeneidade do parênquima, para se definir a atividade adequada para tratamento definitivo.
    • Nos casos de bócio nodular, a cintilografia evidencia o número de nódulos hiperfuncionantes e se o parênquima extranodular apresenta-se suprimido pelos nódulos. Nódulo único com tecido extranodular suprimido responde melhor ao tratamento com iodo-131 do que os múltiplos nódulos.

    Dra. Tomoco Watanabe, médica nuclear
    Centro de Medicina Nuclear do HCFMUSP – São Paulo-SP

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    Qual o papel da cintilografia da tireóide na investigação de nódulos tireoidianos, considerando a ampla disponibilidade da ultra-sonografia?

    nov 24th, 2009
    • A ultra-sonografia apresenta alta sensibilidade na detecção de nódulos tireoidianos de pequenas dimensões, embora sua especificidade seja baixa em relação à natureza das lesões. Por isso, na presença de apenas um nódulo detectado à ultra-sonografia, este será investigado geralmente através da punção-biópsia por agulha fina para melhor definição da malignidade ou benignidade da lesão. Porém, na presença de múltiplos nódulos hipocaptantes (“frios”), a incidência de malignidade também é baixa e, portanto, torna-se por vezes, desnecessária investigação complementar.
    • A cintilografia tireodiana com tecnécio-99m, iodo-131 ou iodo-123 tem papel importante no algoritmo de investigação do nódulo tireoidiano identificado à palpação ou através da ultra-sonografia em pacientes que apresentem quadro clínico e laboratorial de hipertireoidismo clínico ou sub-clínico (níveis normais de T3 total, T4 livre e total e subnormal de TSH).
    • Nesse caso, uma vez identificada a presença de nódulo hiperfuncionante (ou “quente”) à cintilografia, não há a necessidade de realizar-se outros exames complementares, como por exemplo a punção-biópsia por agulha fina, (pois a incidência de malignidade nesses nódulos é baixa) permitindo o início do tratamento prontamente, através de drogas anti-tireoidianas (metimazol ou propiltiouracil) para controle do hipertireoidismo, ou ainda, tratamento com iodo-131 e eventualmente cirúrgico.

    Dra. Tomoco Watanabe, médica nuclear Centro de Medicina Nuclear do HCFMUSP – São Paulo-SP

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    Cintilografia pulmonar V/Q

    nov 24th, 2009

    A cintilografia pulmonar ventilação/perfusão (V/Q) são dois exames, portanto podem ser apresentar como:

    • concordantes (MATCH)
      • ambas as cintilografias são anormais na mesma área; defeito de mesmo tamanho.
    • discordantes (MISMATCH)
      • perfusão anormal em área de ventilação normal, ou defeito de perfusão muito maior que o defeito de ventilação. A ventilação discorda ou não combina com a perfusão.
      • o diagnóstico de TEP resulta de estudo ventilação/perfusão discordantes. Um defeito de perfusão por bloqueio do fluxo sanguíneo por coágulo (tromboembolismo), cuja ventilação permanece normal nesse local, porque a passagem do ar não está bloqueada.

    Cintilografia de ventilação pulmonar

    Protocolo da cintilografia de ventilação (inalação) pulmonar:

    • RF: DTPA-99mTc – permanece nos pulmões com meia-vida biológica de quase uma hora.
    • dose: 30 mCi.
    • incidências: anterior, posterior, lateral , oblíquas anteriores e posteriores.
    • material fica depositado no espaço bronco-alveolar.
    • o RF é colocado num nebulizador.
    • paciente é orientado para respirar pela boca, através de um dispositivo que fornece oxigênio e o radiofármaco.
    • apenas 5 a 10% da atividade colocada no nebulizador chega até os pulmões.

    Cintilografia de perfusão pulmonar

    Protocolo da cintilografia de perfusão pulmonar:

    • RF: MAA-99mTc (macroagregado de albumina humana marcado com tecnécio-99m) – permanece nos pulmões com meia-vida biológica de 2 a 3 horas. São fagocitadas no sistema retículo-endotelial.
    • 90% das partículas estão na faixa de 10 a 100 micrômetros. Lembrando que uma hemácia tem diâmetro aproximado de 8 micrômetros e um capilar pulmonar tem diâmetro de 7 micrômetros.
    • dose: 5 mCi – aproximadamente 300.000 a 500.000 partículas.
    • incidências: anterior, posterior, lateral, oblíquas anteriores e posteriores.
    • material fica retido nos capilares e arteríolas pré-capilares do leito vascular do pulmão. Nas áreas pulmonares que seriam perfundidas pelos capilares com obstrução pelo coágulo o material radioativo não chega, deixando a imagem pulmonar hipocaptante.
    • o RF é injetado endovenosamente em veia periférica, de forma lenta. Tomando-se o cuidado para não aspirar sangue para dentro da seringa para não formar coágulos dentro dela e causar focos espúrios na imagem.
    • paciente é orientado para inspirar profundamente na posição supina e o material é injetado durante vários ciclos respiratórios.
    • deve-se reduzir a dose (número de partículas) em:
      • neonatos e crianças com menos de 5 anos.
      • grávidas.
      • pneumectomizados.
      • aqueles com hipertensão pulmonar.
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    Diabetes mellitus

    nov 20th, 2009

    Introdução

    O diabetes é uma síndrome metabólica caracterizada por hiperglicemia (concentração elevada de glicose), resultante da falta da insulina, falta de efeito da insulina ou ambos. Se classifica em:

    • tipo 1 – insuficiência absoluta de insulina.
    • tipo 2 – resistência à insulina, com vários graus de defeito de secreção da insulina.
    • gestacional – ocorre durante a gravidez.

    O início do diabetes tipo 1 em geral ocorre antes dos 30 anos de idade (apesar de poder ocorrer em qualquer idade); o paciente na maior parte das vezes é magro e necessita de reposição de insulina exógena e tratamento dietético para atingir o controle glicêmico. Em contraste, o diabetes tipo 2 geralmente ocorre em adultos obesos, depois dos 40 anos de idade, e é tratado com dieta e exercícios físicos combinados a várias drogas antidiabéticas orais, apesar do tratamento poder incluir insulina em algum período do tratamento.

    Causas

    • hereditariedade;
    • infecção, dieta, toxinas e estresse;
    • obesidade;

    Fisiopatologia

    • No diabetes tipo 1 um evento desencadeante, uma possível infecção viral, causa a produção de auto-anticorpos contra as células beta-pancreáticas. A destruição resultante das células beta leva ao declínio e à falta de secreção de insulina. A insuficiência de insulina conduz à hiperglicemia, aumento da lipólise (decomposição de gorduras) e catabolismo de proteínas.
    • No diabetes tipo 2 a doença é crônica, provocada por um ou mais dos seguintes fatores: alteração da secreção de insulina, alteração da produção hepática de glicose ou insensibilidade periférica do receptor de insulina. Os fatores genéticos são significativos e o início é acelerado por obesidade e estilo de vida sedentário.
    • O diabetes gestacional ocorre quando uma mulher que não tinha diagnóstico prévio de diabetes mostra intolerância à glicose durante a gestação. Isso pode ocorrer porque os hormônios placentários se contrapõem à insulina, induzindo a resistência à insulina.

    Sinais e sintomas

    • Poliúria e polidipsia, em decorrência da elevação da osmolaridade sérica e causada pelas altas concentrações de glicose.
    • Polifagia provocada por provável fome celular e depleção dos depósitos de nutrientes celulares.
    • Perda de peso, induzida pela alteração no metabolismo normal de carboidrato, gorduras e proteínas, em decorrência da alteração ou ausência da função da insulina.
    • Prostração, fadiga, letargia, redução dos níveis de energia como resultado de baixos níveis de glicose intracelulares.

    Complicações

    • doença microvascular: retinopatia, nefropatia e neuropatia;
    • dislipidemia;
    • doença macrovascular: insuficiência coronariana, periférica e de artérias cerebrais;
    • cetoacidose diabética;
    • síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica
    • pé diabético – ulcerações cutâneas com difícil cicatrização.

    Diagnóstico

    • concentração de glicose de jejum de 126 mg/dl ou mais, em pelo menos duas ocasiões;
    • sintomas típicos de diabetes, 4 P´s, descontrolado e glicemia maior de 200 mg/dl ou mais;
    • concentração de glicose sérica maior que  200 mg/dl, após a ingestão de 75g de dextrose oral.
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