A cintilografia pulmonar ventilação/perfusão (V/Q) são dois exames, portanto podem ser apresentar como:
- concordantes (MATCH)
- ambas as cintilografias são anormais na mesma área; defeito de mesmo tamanho.
- discordantes (MISMATCH)
- perfusão anormal em área de ventilação normal, ou defeito de perfusão muito maior que o defeito de ventilação. A ventilação discorda ou não combina com a perfusão.
- o diagnóstico de TEP resulta de estudo ventilação/perfusão discordantes. Um defeito de perfusão por bloqueio do fluxo sanguíneo por coágulo (tromboembolismo), cuja ventilação permanece normal nesse local, porque a passagem do ar não está bloqueada.
Cintilografia de ventilação pulmonar
Protocolo da cintilografia de ventilação (inalação) pulmonar:
- RF: DTPA-99mTc – permanece nos pulmões com meia-vida biológica de quase uma hora.
- dose: 30 mCi.
- incidências: anterior, posterior, lateral , oblíquas anteriores e posteriores.
- material fica depositado no espaço bronco-alveolar.
- o RF é colocado num nebulizador.
- paciente é orientado para respirar pela boca, através de um dispositivo que fornece oxigênio e o radiofármaco.
- apenas 5 a 10% da atividade colocada no nebulizador chega até os pulmões.
Cintilografia de perfusão pulmonar
Protocolo da cintilografia de perfusão pulmonar:
- RF: MAA-99mTc (macroagregado de albumina humana marcado com tecnécio-99m) – permanece nos pulmões com meia-vida biológica de 2 a 3 horas. São fagocitadas no sistema retículo-endotelial.
- 90% das partículas estão na faixa de 10 a 100 micrômetros. Lembrando que uma hemácia tem diâmetro aproximado de 8 micrômetros e um capilar pulmonar tem diâmetro de 7 micrômetros.
- dose: 5 mCi – aproximadamente 300.000 a 500.000 partículas.
- incidências: anterior, posterior, lateral, oblíquas anteriores e posteriores.
- material fica retido nos capilares e arteríolas pré-capilares do leito vascular do pulmão. Nas áreas pulmonares que seriam perfundidas pelos capilares com obstrução pelo coágulo o material radioativo não chega, deixando a imagem pulmonar hipocaptante.
- o RF é injetado endovenosamente em veia periférica, de forma lenta. Tomando-se o cuidado para não aspirar sangue para dentro da seringa para não formar coágulos dentro dela e causar focos espúrios na imagem.
- paciente é orientado para inspirar profundamente na posição supina e o material é injetado durante vários ciclos respiratórios.
- deve-se reduzir a dose (número de partículas) em:
- neonatos e crianças com menos de 5 anos.
- grávidas.
- pneumectomizados.
- aqueles com hipertensão pulmonar.
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Introdução
O diabetes é uma síndrome metabólica caracterizada por hiperglicemia (concentração elevada de glicose), resultante da falta da insulina, falta de efeito da insulina ou ambos. Se classifica em:
- tipo 1 – insuficiência absoluta de insulina.
- tipo 2 – resistência à insulina, com vários graus de defeito de secreção da insulina.
- gestacional – ocorre durante a gravidez.
O início do diabetes tipo 1 em geral ocorre antes dos 30 anos de idade (apesar de poder ocorrer em qualquer idade); o paciente na maior parte das vezes é magro e necessita de reposição de insulina exógena e tratamento dietético para atingir o controle glicêmico. Em contraste, o diabetes tipo 2 geralmente ocorre em adultos obesos, depois dos 40 anos de idade, e é tratado com dieta e exercícios físicos combinados a várias drogas antidiabéticas orais, apesar do tratamento poder incluir insulina em algum período do tratamento.
Causas
- hereditariedade;
- infecção, dieta, toxinas e estresse;
- obesidade;
Fisiopatologia
- No diabetes tipo 1 um evento desencadeante, uma possível infecção viral, causa a produção de auto-anticorpos contra as células beta-pancreáticas. A destruição resultante das células beta leva ao declínio e à falta de secreção de insulina. A insuficiência de insulina conduz à hiperglicemia, aumento da lipólise (decomposição de gorduras) e catabolismo de proteínas.
- No diabetes tipo 2 a doença é crônica, provocada por um ou mais dos seguintes fatores: alteração da secreção de insulina, alteração da produção hepática de glicose ou insensibilidade periférica do receptor de insulina. Os fatores genéticos são significativos e o início é acelerado por obesidade e estilo de vida sedentário.
- O diabetes gestacional ocorre quando uma mulher que não tinha diagnóstico prévio de diabetes mostra intolerância à glicose durante a gestação. Isso pode ocorrer porque os hormônios placentários se contrapõem à insulina, induzindo a resistência à insulina.
Sinais e sintomas
- Poliúria e polidipsia, em decorrência da elevação da osmolaridade sérica e causada pelas altas concentrações de glicose.
- Polifagia provocada por provável fome celular e depleção dos depósitos de nutrientes celulares.
- Perda de peso, induzida pela alteração no metabolismo normal de carboidrato, gorduras e proteínas, em decorrência da alteração ou ausência da função da insulina.
- Prostração, fadiga, letargia, redução dos níveis de energia como resultado de baixos níveis de glicose intracelulares.
Complicações
- doença microvascular: retinopatia, nefropatia e neuropatia;
- dislipidemia;
- doença macrovascular: insuficiência coronariana, periférica e de artérias cerebrais;
- cetoacidose diabética;
- síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica
- pé diabético – ulcerações cutâneas com difícil cicatrização.
Diagnóstico
- concentração de glicose de jejum de 126 mg/dl ou mais, em pelo menos duas ocasiões;
- sintomas típicos de diabetes, 4 P´s, descontrolado e glicemia maior de 200 mg/dl ou mais;
- concentração de glicose sérica maior que 200 mg/dl, após a ingestão de 75g de dextrose oral.
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