Etiologia
Os patógenos mais frequentes na meningite bacteriana em adultos imunocompetentes são o S. pneumoniae (“pneumococo”) e o N. Meningitidis (“meningococo”). Os fatores predisponentes para a meningite penumocócica incluem focos distantes de infecção (otite, sinusite, pneumonia, endocardite), anemia falciforme, alcoolismo, cirrose e traumatismo craniano com extravasamento de LCR.
Manifestações clínicas
Oitenta e cinco por cento dos adultos apresentam cefaléia, febre e meningismo (rigidez de nuca). Os sinais adicionais compreendem alteração da consciência, paralisia de nervos cranianos, convulsões, náuseas e vômitos, mialgia, sudorese e fotofobia. Meningismo e febre podem estar ausentes em neonatos e pacientes idosos. Um exantema surgere infecção meningocócica.
Achados laboratoriais
A punção lombar é crucial para o diagnóstico de meningite. Os achados fundamentais do LCR na meningite bacteriana costumam incluir pleocitose, com predomínio de neutrófilos, proteína elevada, hipoglicorraquia (glicose diminuída) e lactato aumentado.
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Hematomas epidurais
Os hematomas epidurais originam-se em geral da lesão da artéria meningea média por traumatismo, que pode ser rompida por um trauma no osso temporal. O sangue produz dissecção da dura-máter a partir do crânio e comprime o hemisfério situado logo abaixo. A perda inicial da consciência depois do traumatismo é decorrente da concussão e pode ser transitória. Em seguida, os sinais e sintomas neurológicos reaparecem algumas horas depois, à medida que o hematoma produz um efeito compressivo que pode ser grave a ponto de causar herniação cerebral.
Hematomas subdurais
Os hematomas subdurais são formados pelo sangue venoso que extravasa depois da laceração das veias corticais que atravessam o espaço subdural após trauma cranio-encefálico. Esses vasos podem romper-se com traumatismos relativamente brandos, principalmente em indivíduos idosos. O sangue está sob baixa pressão e o início dos sinais e sintomas resultantes do efeito compressivo pode demorar vários dias.
Hemorragia subaracnoídea
A hemorragia subaracnoídea pode ser causada por traumatismos cranianos, disseminação do sangue de um outro compartimento para o espaço subaracnoídeo, ou ruptura de um aneurisma arterial. A disfunção cerebral é causada pela hipertensão intracraniana e pelos efeitos tóxicos do sangue nos tecidos cerebrais e nos vasos sanguíneos. A causa mais comum é a ruptura de um aneurisma, que surge do enfraquecimento congênito das paredes dos vasos calibrosos existentes na base do cérebro. Os aneurismas causam sintomas na vida adulta, geralmente depois da terceira década de vida. A ruptura eleva repentinamente a pressão intracraniana e isso pode interromper a irrigação sanguínea do cérebro e causar concussão difusa. Isso provoca perda da consciência em 50% dos casos. Nas hemorragias volumosas, a isquemia cerebral difusa pode causar lesão cerebral grave e como prolongado. Mais tarde, a isquemia focal pode ser atribuída ao vasoespasmo das artérias situadas no local da ruptura ou em suas proximidades. A recidiva da hemorragia em alguns dias é uma complicação comum que geralmente leva ao óbito.
Hemorragia intraparenquimatosa
A hemorragia intraparenquimatosa pode ser causada pelas elevações súbitas de pressão arterial, ou por vários distúrbios que enfraquecem os vasos sanguíneos. O hematoma resultante causa um déficit neurológico focal por compressão das estruturas adjacentes. Além disso, os efeitos metabólicos do sangue extravasado causam disfunção dos tecidos cerebrais circundantes e os vasos adjacentes ficam comprimidos, causando isquemia local. Hipertensão crônica é o fator predisponente mais comum. Nos pacientes hipertensos, os pequenos aneurismas de Charcot-Bouchard formam-se nas paredes das pequenas artérias perfurantes e parecem ser os locais predominantes de ruptura. Os vasos mais vulneráveis são as pequenas artérias, que também são afetadas nos infartos lacunares. As hemorragias hipertensivas afetam principalmente os núcleos da base, o tálamo, a ponte e o cerebelo e, menos comumente, a substância branca subcortical.
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As infecções do sistema musculoesquelético podem ser divididas em três categorais.
- as que acometem os ossos – osteomielite
- as que acometem as articulações – artrite infecciosa
- as que acometem os tecidos moles – celulite
Osteomielite
Três mecanismos básicos permitem que um microorganismo infeccioso, seja bactéria, vírus ou fungo.
- disseminação hematogênica, através da corrente sanguínea, de um local de infecção distante, como pele, tonsilas, vesícula biliar ou trato urinário.
- disseminação a partir de uma fonte contígua (contiguidade) de infecção. como tecidos moles, dentes ou seios da face.
- implantação direta, como através de perfuração ou ferida por projétil de arma de fogo ou por procedimento cirúrgico.
Artrite infecciosa
- Um agente infeccioso pode penetrar na articulação pelas mesmas vias básicas da osteomielite: pela invasão direta da membrana sinovial, seja secundária a uma ferida penetrante ou após um procedimento de artroplastia; por infecção dos tecidos moles adjacentes; ou indiretamente por uma infecção hematogênica. A artrite infecciosa também pode ocorrer em seguida a um foco de osteomielite no osso adjacente.
Celulite
- As infecções dos tecidos moles resultam mais frequentemente de uma solução de continuidade na pele que leva à introdução direta de um agente infeccioso. Alguns pacientes, como os diabéticos, são particularmente propensos à celulite causada por uma combinação de fatores, incluindo solução de continuidade na pele e isquemia local.
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